segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Filosofia moderna

Amar é dividir o mesmo computador.

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Ordem unida

Outro palpite esportivo.
A briga pelas quatro vagas no ataque da Seleção Brasileira.
São vários candidatos: Luís Fabiano, Robinho, Adriano, Ronaldo, Nilmar, Pato, Tardeli e Fred. Acho que Dunga vai usar o mesmo critério que deve definir o campeonato brasileiro, ou seja, vai convocar quem é de fato decisivo. Ontem, por exemplo, nos campeonatos pelo mundo afora, todos jogaram. Robinho, Nilmar e Tardeli não marcaram. Adriano, Ronaldo, Pato e Fred deixaram o golzinho de costume. Luis Fabiano, o mais garantido de todos, fez dois. É a lógica invadindo a caixinha de surpresas.

Palpite esssssportiiiivo

Vai dar Flamengo no campeonato brasileiro.
O campeonato brasileiro está sendo disputado entre jogadores e técnicos. Acho que vai dar o time dos jogadores, o Flamengo. São Paulo e Palmeiras são times de treinadores. Eu acho que na mesmice da alta competitividade do futebol profissional, além da compactação coletiva está a qualidade individual. Ganham títulos os times que tem jogadores decisivos, que significam um gol por partida cada um. O Flamengo tem dois jogadores com esta qualidade, Adriano e Petkovic. São Paulo e Palmeiras não têm nenhum. O Grêmio, no último jogo, no Maracanâ, é o problema do Flamengo.
Grande campeonato. Os torcedores de futebol mereceram. É bonito saber que havia 32 mil pagantes para ver Bahia e Fortaleza brigando contra o descenso para a 3ª divisão e mais de 65 mil tanto no Mineirão quanto no Maraca, para Flamengo e Atlético e Palmeiras e Fluminense. Ganha todo mundo. O país do futebol sacode a poeira.

sábado, 7 de novembro de 2009

O analfabeto e o burro

O cantor e compositor Caetano Veloso deu com os burros n’água.
O veterano polemista descuidou-se da abrangência política que uma declaração de boteco pode alcançar ao usar uma expressão equivocada e agressiva para conceituar atitudes do presidente da República. Não é bem assim, e Caetano sabe que não é bem assim. Lula devolveu com a precisão de um analfabeto com mestrado e doutorado em bate-boca, seja em que língua ou palácio ou canto do mundo for. O próximo passo da polêmica está nas mãos do baiano tropicalista. A questão é saber se ele será burro o suficiente para contra-atacar ou vai calar-se para sempre.

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

O país da Bahia

Talvez como nunca esteve, a sucessão do governo baiano está a reboque do panorama político nacional. O drama estratégico do discurso da oposição é o mesmo: como oferecer alternativa ao que está dando certo. Não que o governo esteja trabalhando certo, pelo que se sabe e se vê nas ruas, nas escolas, nos hospitais, nas estradas, o governo local é um lixo só, igual ao Federal, mas o que vale hoje, aqui ou ali, tanto faz, é a propaganda. E propaganda enganosa, repetida à exaustão (lembram daquele princípio nazi-fascista defendido pelo general Golbery?) acaba se transformando em verdade. O povo continua comendo o mesmo maldito arroz e feijão, mas arrota para pesquisadores de Ibope como se tivesse comido filé com fritas.
O quadro sucessório baiano, até ontem, estava definido entre o governador Jacques Wagner, um cidadão bem paginado graficamente, mas longe de ter pelo menos dois por cento do carisma de seu líder e mentor, Lula, o ministro da Integração Nacional Geddel Vieira, uma figura desenhada no figurino Pátria, Família, Propriedade e Conversa Fiada, e o ex-governador Paulo Souto, tido como cachorro grande, brigador, mas do qual já mal se ouve a voz. Agora, trazido pelos ventos da esperança verde e pelos espíritos da religiosidade política, invade a cena o deputado federal Luis Bassuma, ex-PT, líder do espiritismo kardecista, e que chega interpretando o melhor personagem possível no atual contexto político, o profeta dos novos tempos.
Ninguém dá nada por ele. Eu acho que é pule de dez. Aqui é a Bahia, e como o Rio Grande do Sul, não tem nada a ver com Brasil. Aqui quem manda é a galera. E a galera que adora uma reza.

Prato do dia

Sábado de rever amigos, o futebolzinho do fim-de-semana continua sem fôlego, mas o almoço de confraternização num restaurante da Boca do Rio ainda revigora amizades e conhecimentos. Como todos nós sabemos jornalistas e marqueteiros só tem um assunto, Lula, o mito que divide tribos e consciências, mas o tema surpresa em torno da rabada com pirão de leite foi justamente a moça da minissaia acossada por um bando de tarados numa Universidade em São Paulo. Os outros assuntos, dona Vilma, a santa Marina, o programinha do DEM na tevê, os desarranjos políticos baianos e as emoções esportivas do dia não foram tão apaixonantes quanto à loura exibicionista.
O melhor veio no fim, com generosas porções de cocada e ambrosia, dois expressos com creme e ainda pagaram a minha parte da conta!
Ah, sim, fiquei a favor da loura. E contra o Lula, claro.

Aos mortos

Dia de Finados, bom dia para reaparecer.
Está ficando muito difícil, para um profissional de palavras, escrever a sério sobre política e comunicação.
O País é uma aquarela de tragédias e esperanças.
Os nossos amigos estão no poder.
A esquerda de extrema-direita venceu.
Não há mais o que fazer.
Vivemos a era do espetáculo do nada, a fantasia ressalta desenvolvimentismo com justiça social e ação ambientalista sustentável.
Tire-me o tubo, ó senhor.
Eu não quero esquecer meus sonhos.