Laerte, quem mais poderia ser?, na Ilustrada de hoje.
domingo, 2 de agosto de 2009
Oferta da casa
A prática política influencia decisivamente o comportamento de qualquer cidadão, por mais sério ou safado que seja. O governador de São Paulo, José Serra, sem espaço nem jeito, tenta de todas as maneiras viajar pelo País anunciando que é candidato a presidente da República.
Ontem, segundo a Folha, o governador esteve no interior de Pernambuco e discursou para um público perplexo. Serra disse que sempre foi amigo dos nordestinos, e deu como exemplo o fato de no Jardim da Infância ter tido como colegas alguns filhos de retirantes nordestinos. E para coroar esta sensacional afirmação de proximidade afetiva com o povo do Nordeste, o candidato a presidência do Brasil disse que sempre trabalhou muito pela região e deu como exemplo a homenagem que prestou a Luiz Gonzaga no Vale do Anhangabaú.
Os nordestinos devem ter ficado muito impressionados. Tanto que serviram bode assado no almoço. Uma especiaria regional que Serra comeu aos soluços e ainda agradeceu dizendo que estava uma delícia.
A delícia mesmo ele vai ver quando contar os votos que o Nordeste está reservando ao PSDB.
Ontem, segundo a Folha, o governador esteve no interior de Pernambuco e discursou para um público perplexo. Serra disse que sempre foi amigo dos nordestinos, e deu como exemplo o fato de no Jardim da Infância ter tido como colegas alguns filhos de retirantes nordestinos. E para coroar esta sensacional afirmação de proximidade afetiva com o povo do Nordeste, o candidato a presidência do Brasil disse que sempre trabalhou muito pela região e deu como exemplo a homenagem que prestou a Luiz Gonzaga no Vale do Anhangabaú.
Os nordestinos devem ter ficado muito impressionados. Tanto que serviram bode assado no almoço. Uma especiaria regional que Serra comeu aos soluços e ainda agradeceu dizendo que estava uma delícia.
A delícia mesmo ele vai ver quando contar os votos que o Nordeste está reservando ao PSDB.
Plim Plim
O meu amigo Fernando Marroni, deputado federal pelo PT/RS, apareceu ontem no Jornal Nacional como papagaio de pirata do ministro Celso Minc em matéria sobre lixo tóxico. Marroni estava com cara pra lá de séria e com jeito de quem tinha algo a dizer, uma pena que o repórter global não percebeu. Fiquei com a sensação de que eram dois caras certos, no lugar certo, na hora certa, mas no lado errado. Pelo menos quanto a Globo.
Antonio de Niro
Sempre considerei Antonio Fagundes um excelente ator, apesar das atuações adocicadas em novelas e mini-séries da televisão. A partir de hoje, depois de ler uma matéria da Ilustrada, passarei a chamá-lo de Bob Fagundes, numa referência a Robert de Niro, o maior ator da história do cinema, conforme todo mundo sabe.
Bob Fagundes está estreando uma peça em São Paulo, cidade que abriga talvez a maior campanha anti-tabagista do mundo, e resolveu enfrentar a censura dita politicamente correta acendendo um cigarro em cena.
Estou pensando seriamente em parar de fumar, meu desempenho em campo, como meia armador, tem sido sofrível, mas apóio a posição de confronto de Fagundes. Censura é para ser combatida e não respeitada.
Como alguém escreveu num muro de Paris, em maio de 68, e não o Caetano Veloso em uma musiquinha politicamente oportunista como pensam alguns desavisados, é proibido proibir.
Bob Fagundes está estreando uma peça em São Paulo, cidade que abriga talvez a maior campanha anti-tabagista do mundo, e resolveu enfrentar a censura dita politicamente correta acendendo um cigarro em cena.
Estou pensando seriamente em parar de fumar, meu desempenho em campo, como meia armador, tem sido sofrível, mas apóio a posição de confronto de Fagundes. Censura é para ser combatida e não respeitada.
Como alguém escreveu num muro de Paris, em maio de 68, e não o Caetano Veloso em uma musiquinha politicamente oportunista como pensam alguns desavisados, é proibido proibir.
sábado, 1 de agosto de 2009
O bando

Nunca neste País a democracia, a liberdade de expressão e os direitos do cidadão foram tão achincalhados como no episódio político do derruba-não-derruba o senador José Sarney da Presidência do Senado Federal.
O jornal O Estado de S. Paulo está sob censura da Justiça Federal e proibido de divulgar matérias jornalísticas sobre a Operação Faktor, ou Boi Barrica, que investiga uma tonelada de denúncias de desvio de verbas e enriquecimento ilícito da família Sarney.
Pode parecer inacreditável um jornal diário independente ser proibido de divulgar informações de absoluto interesse público, mas é o que está acontecendo. O autor da espetacular façanha judicial lesa-pátria é o desembargador Dácio Vieira, do Tribunal de Justiça de Brasília.
Na foto acima, podemos ver um flagrante do grupo de autoridades que lidera o fabuloso conglomerado conhecido como Família Sarney.
Da esquerda para a direita da foto, fora as formosas e desconhecidas madames, o próprio Dácio, Sarney, Agaciel Maia e Renan Calheiros.
O senador José Sarney, o Incomum, corre o risco de ver o movimento Fora Sarney virar para o velho e bom Cana Nele!
O jornal O Estado de S. Paulo está sob censura da Justiça Federal e proibido de divulgar matérias jornalísticas sobre a Operação Faktor, ou Boi Barrica, que investiga uma tonelada de denúncias de desvio de verbas e enriquecimento ilícito da família Sarney.
Pode parecer inacreditável um jornal diário independente ser proibido de divulgar informações de absoluto interesse público, mas é o que está acontecendo. O autor da espetacular façanha judicial lesa-pátria é o desembargador Dácio Vieira, do Tribunal de Justiça de Brasília.
Na foto acima, podemos ver um flagrante do grupo de autoridades que lidera o fabuloso conglomerado conhecido como Família Sarney.
Da esquerda para a direita da foto, fora as formosas e desconhecidas madames, o próprio Dácio, Sarney, Agaciel Maia e Renan Calheiros.
O senador José Sarney, o Incomum, corre o risco de ver o movimento Fora Sarney virar para o velho e bom Cana Nele!
E o presidente Lula, o Pilatos, devia vir a público nos explicar a diferença entre impunidade política e liberdade de imprensa.
sexta-feira, 31 de julho de 2009
Ordem do dia
Já que a míida não tem lavado as orelhas e o grande público não entende a linguagem política, o presidente Lula resolveu ser um pouco mais claro na questão do derruba-não-derruba Sarney.
Em outras palavras, com sua tradicional sutileza elefantina, Lula disse claramente "eu não votei nele", o que quer dizer em politiquês castiço, com todas as letras, "não tenho nada com isso, tirem ele daí".
Em outras palavras, com sua tradicional sutileza elefantina, Lula disse claramente "eu não votei nele", o que quer dizer em politiquês castiço, com todas as letras, "não tenho nada com isso, tirem ele daí".
Olha ele aí
O cabo Anselmo, um dos personagens mais emblemáticos e folclóricos da ditadura militar no Brasil, reapareceu publicamente ontem, segundo a Folha de S. Paulo de hoje. Ele quer os documentos de volta e, claro, uma bela indenização d governo brasileiro, nos mesmos moldes desta anistia que enriquece espertalhões pelo país afora.
Eu, que vivo no mundo da lua e me preparando pra trocar de estação, pensava que o velho cabo marinheiro dedo-duro que assombrava o sono dos militantes de esquerda nos anos 70 estava muito bem identificado e havia sido eleito para a Presidência da República.
Acho que confundi os meliantes, sou muito distraído.
Eu, que vivo no mundo da lua e me preparando pra trocar de estação, pensava que o velho cabo marinheiro dedo-duro que assombrava o sono dos militantes de esquerda nos anos 70 estava muito bem identificado e havia sido eleito para a Presidência da República.
Acho que confundi os meliantes, sou muito distraído.
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