Acho que o senador José Sarney deve renunciar presidência do Senado nas próximas horas. Não, não tenho nenhuma informação privilegiada, apenas intuição de veterano cozinheiro de redação.
O raciocínio é simples.
Primeiro, em política, nada é o que parece. Segundo, a referência política dos governistas é exclusivamente o presidente Lula. Até ontem, o presidente Lula falava que apoiava Sarney e que este não podia deixar o cargo, para não ameaçar algo que se conveniou chamar de governabilidade. Hoje, Lula ainda apóia Sarney, mas diz claramente que chegou a hora da crise acabar e já se declara preocupado com a possibilidade de Sarney renunciar.
Alguém ainda tem alguma dúvida de que Sarney vai dançar hoje ou amanhã?
O bigodudo presidente dos brasileiros e brasileiras não vai querer entrar para a história como um dos políticos que mais lesaram a Pátria e seus patrícios na vida republicana nacional, mas vai, isto sim, tentar preservar alguns cacos da imagem superfaturada de homem sério, intelectualizado, que sempre lutou pela democracia.
Quem vai ganhar com isso? Lula, claro. Só Lula ganha coisas e dividendos políticos neste País. Nós estamos aqui só para conversar. E para pagar a conta. Ainda bem que desta vez nos veremos livres de mais um ladrão.
quarta-feira, 29 de julho de 2009
terça-feira, 28 de julho de 2009
A guerrilheira manequim

O jornalista Reinaldo Azevedo, da Veja, está se especializando em arrastar pelos cabelos algumas personalidades celebridades nacionais. Melhor para nós, leitores, que ficamos sabendo de detalhes explosivos como a bolsa da foto. É uma bolsa da grife Hermès, criada para homenagear a princesa de Mônaco, e custa cerca de 15 mil reais. Tudo bem, esta quinquilharia de couro é objeto de desejo da burguesia internacional, fazer o quê? Só não se entende o que uma “jóia” deste quilate está fazendo pendurada no braço esquerdo revolucionário da ministra Dilma Roussef. Alguma coisa aí é falsa. E o que será?
sábado, 25 de julho de 2009
Errata
O companheirinho Pascoal Gomes me mandou um e-mail semi-indignado com o post abaixo. Por absoluta ignorância tech, grafei o aparelho miraculoso que ele carrega aos quatro ventos como Ipod e não Iphone. Agora sei a diferença entre uma coisa e outra. O primeiro toca música, o segundo fotografa e ainda carrega o primeiro no bolso. Coisas das coisas.
sexta-feira, 24 de julho de 2009
Até a pé nós iremos

Tirei o pé deste blog esta semana que passou porque estou me preparando para uma temporada profissional no país que nunca existiu, o Rio Grande. Vou de encontro ao frio e de novas conquistas, do carinho de filhos adultos e de um neto que cresce mais que esperança de chuva em dia nublado. Só espero que a memória me poupe de reencontrar fantasmas de um passado bucanero pelas alamedas floridas da Redenção ou no rio de gente na Rua da Praia ou mesmo nos degraus da arquibancada do Estádio Olímpico Monumental da Azenha. O passado, como a palavra está dizendo, passou. O futuro, como a palavra não diz, é o que virá, o destino, a sorte, o fado, e é só o que interessa.
O Rio Grande deve vir gelado, claro, mas eu vou fervendo.
Deixo o estádio monumental da Colina, aqui mesmo no quintal de casa, onde há cerca de 20 anos um bando de loucos se reúne aos sábados para jogar futebol e se esculhambar uns aos outros por trivialidades como política, esporte e cultura. Na foto ao lado ou acima, nunca se sabe como será a diagramação da coluna, um flagrante de Pascoal Gomes, com um bravo Ipod, do esplendor verde da Colina, ao fundo dois veteranos possessos disputam o balão de couro. São todos jornalistas de ofício e vocação, com diploma e sem jornal. A outra foto é do mesmo Ipod, numa tentativa expressionista, e mostra parte do visual da varanda superior da Colina, de novo o verde dominante e uma mão delgada, da dona da casa, com um cigarrinho aceso, tudo a ver no conjunto de incorreções políticas de um ninho de doidos.
O grande poeta e filósofo contemporâneo Caetano Veloso já disse em uma canção quase desconhecida do grande público, e da qual sou súdito entusiasta, que a verdadeira Bahia é o Rio Grande do Sul.
Então, que não haja ilhas para naufragar.
terça-feira, 21 de julho de 2009
O Senhor da Falcatrua
O senador José Sarney não se emenda, aliás, o caso dele não é de emenda, mas sim de caixão e vela. Impressionante o elenco de maldades, pequenos furtos e usufruto absoluto de cargos públicos em benefício pessoal.
A Folha de hoje traz uma matéria inacreditável.
Sarney tinha um síito à beira do lago em Brasília e resolveu vender um pedacinho. Vendeu. Vendeu o pedacinho equivalente a 150 campos de futebol em área nobre na Capital Federal. Com o negócio, ele ficou sócio da empresa que agora quer construir um condomínio de luxo no local. O problema é que o terreno não tem escritura, então a empresa está processando o antigo dono, como se sabe, o próprio senador José Sarney, para legalizar o terreno via usucapião.
Não sei direito, não entendo o mundos negócios, mas pra mim, pra minha mãe, pros meus filhos e pro resto da humanidade, isto é fraude.
Ou roubo puro, em linguagem popular.
A Folha de hoje traz uma matéria inacreditável.
Sarney tinha um síito à beira do lago em Brasília e resolveu vender um pedacinho. Vendeu. Vendeu o pedacinho equivalente a 150 campos de futebol em área nobre na Capital Federal. Com o negócio, ele ficou sócio da empresa que agora quer construir um condomínio de luxo no local. O problema é que o terreno não tem escritura, então a empresa está processando o antigo dono, como se sabe, o próprio senador José Sarney, para legalizar o terreno via usucapião.
Não sei direito, não entendo o mundos negócios, mas pra mim, pra minha mãe, pros meus filhos e pro resto da humanidade, isto é fraude.
Ou roubo puro, em linguagem popular.
quinta-feira, 16 de julho de 2009
A hora da loba

Foto que acaba de entrar na capa da UOL. É de Roberto Vinícius, Agência Estado. A mulher que parece uma louca atrás das grades é a governadora do Rio Grande do Sul, Yeda Crusius, discutindo com manifestantes.
Se alguém clicar na foto, no site da UOL, vai ver que se trata de um detalhe do quadro total. A foto completa mostra que Yeda está com os filhos no portão de sua casa. A foto inteira não está disponível para cópia, só o detalhe.
O que o editor fez, ao isolar um detalhe para ganhar dramaticidade e apelo visual jornalístico, podemos entender assim, é mais ou menos o que fazem os adversários políticos da governadora ao insistir em particularizar episódios isolados do contexto de fatos concretos ou, para ser mais específico, apostam na repetição de pequenas denúncias para criar clima de caos político administrativo no governo.
Se alguém clicar na foto, no site da UOL, vai ver que se trata de um detalhe do quadro total. A foto completa mostra que Yeda está com os filhos no portão de sua casa. A foto inteira não está disponível para cópia, só o detalhe.
O que o editor fez, ao isolar um detalhe para ganhar dramaticidade e apelo visual jornalístico, podemos entender assim, é mais ou menos o que fazem os adversários políticos da governadora ao insistir em particularizar episódios isolados do contexto de fatos concretos ou, para ser mais específico, apostam na repetição de pequenas denúncias para criar clima de caos político administrativo no governo.
Acho que esta voracidade dos adversários vai transformar a governadora em mártir política. Aí não haverá truque de mídia nem aliança partidária oportunista que evite a reeleição da brava combatente gaúcha. Não há gaudério no pampa que fique contra uma mulher se defendendo aos gritos, abraçada aos filhos.
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