Não deveria contar, ou não precisava contar, mas sem embargo, como todos acreditam que sabem, sem voto e sem voz, seguimos alguns de nós, cada um com o seu calo de loucura, pouco nos vemos, alguns já vão tão longe que não nos enxergamos mais, mas continuamos por aí à espera sabe-se lá do quê, talvez de uma ordem geral que nos saque a amargura do cotidiano e... mais nada, o caminho é este mesmo, é o que se faz, não fosse assim, não seria o caminho, seria trilha. Já não somos muitos, talvez nunca tenhamos sido. Houve quem vestiu gravata, quem virou doutor praticante, quem se apaixonou de verdade várias vezes, quem deu um golpe, quem levou um golpe, quem foi ser feliz noutro lugar, quem mudou de cara, quem decidiu morrer e os que ficaram encarando Polícia e ladrão. Se há governo, somos contra, nós aprendemos a lição só até esse ponto.
Hoje, dia de chuva consistente na Bahia, aqueles que jamais deram graças a deus estão contentes, ontem nasceu mais um de nós. Neto de um veterano anarquista das próprias idéias, nasceu Gael, filho de Havana, que até ontem era uma menina, e que hoje botou o pai a choramingar sozinho pelas ruas da Boca do Rio.
Não há nada a dizer para nós mesmos. Nós já sabemos que a vida só faz sentido quando os olhos estão cheios de lágrimas.
sábado, 28 de fevereiro de 2009
quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009
A Flor da Maldade XI
O fim
Capítulo 11
Às dez horas da manhã do outro dia, o caldeirão do poder fervia como moqueca levada à mesa em tigela de barro. O coronel mal tomou um gole de café preto, vestiu uma camisa esportiva, tipo pólo, dessas que políticos só usam em campanha eleitoral, e foi recolher-se à casa de praia, na contramão da agenda oficial, para sair da cena antes que algum respingo de óleo fervente manchasse sua fantasia favorita de candidato. Não deu instruções a ninguém e nem disse porque se recolhia fora do programa, deixou que a imaginação dos correligionários gerasse boatos para os noticiários do dia. Sabia que nenhum deles se atreveria a falar a Imprensa em indisposição física, mal-estar súbito, em qualquer tipo de doença. Eles estavam acostumados a ouvir do chefe que político sério não adoece, político sério morre. Qualquer profissional que anuncie fragilidade vira coitadinho na voz do povo, inspira compaixão, nunca mais se elege nem síndico de condomínio. Quando o carro oficial manobrou no imenso jardim embelezado de cajueiros, mangueiras, coqueiros, ele já se sentia bem disposto, poderia se dedicar aos temperos de seu prato favorito, a intriga. Então, um punhado de coentro, um bocado de pimenta, mais pimenta, um bocadinho mais.
Conversou com o rapaz do marqueting por quase uma hora. Estirado na rede da varanda, à vontade, apenas na expectativa da provável repercussão de suas iniciativas da noite anterior, embaralhou com cuidado fatos políticos, decisões administrativas e roteiros publicitários, ensinando o profissional como corrigir o textinho faccioso dos telejornais da rede local e dos filmetes de propaganda do Governo estadual, com sutis mudanças de tom, mas que na verdade mais pareciam a narrativa de um bailado de vacas e antas, pois seria no mínimo contraditório passar a criticar de repente as ações federais e a acenar com simpatia para as surradas bandeiras da oposição, como defesa do aumento do salário mínimo, combate a corrupção, etc. Mas o rapaz do marketing não se atreveu a insinuar riscos ou mesmo equívocos que percebia boiando ensandecidos na sopa absolutamente ilógica que seria obrigado a servir dali a pouco aos seus comensais habituais, ou seja, a opinião pública, ou seja de novo, o melhor freguês, aquele que come de tudo. O rapaz sabia que era hora de guerra e que na guerra, ainda mais na guerra política, como no futebol de várzea, “do pescoço para baixo é canela”. E também sabia muito bem que a fraude sempre foi um dos métodos preferidos do coronel para fazer política. A mentira era uma instituição da casa, o grupo político do coronel não admitia pruridos de qualquer ordem, muito menos de ordem técnica. Quer dizer, ou seja, mais do que nunca, outrossim, negócio é o seguinte, vale tudo.
O Estado, em poucos dias, seria coberto por uma onda de atos de bravura política, realizações altruísticas, doações fantasiosas e uma chuva incontrolável de denúncias e acusações, todas inverossímeis, absolutamente inverossímeis para quem usa mais de meia dúzia de neurônios, mas que serviriam para estabelecer o clima que o coronel considerava como necessário para o jogo das aparências, o combate entre prestígio e influência, verdade e mentira, o jogo cínico das manobras políticas que definem os candidatos majoritários à grande festa nacional da democracia popular, as eleições para a Presidência da República e os Governos de Estado, o único jogo que de fato interessa no país do futebol. Em menos de 24 horas, o coronel conseguira rebater a bola para seus adversários políticos. Ganhara tempo. Talvez não tivesse conseguido reverter o quadro integralmente a seu favor, mas pelo menos respirava, tinha fôlego para dar dois passinhos para trás e esperar a hora de tentar um contra-ataque. O ódio que sentia no coração era apenas um problema a mais para administrar, mas ele já sabia como destilá-lo, apenas não gostava da perspectiva de ficar como coadjuvante de cena, talvez um mero figurante de multidão enquanto o que ele considerava uma multidão de babacas e ladrõezinhos de galinha disputavam os flashes da mídia. Deitou-se no meio da tarde, à sombra fresca da varanda, para dormir uma ou duas horas, irresponsabilidade que não se permitia desde o tempo em que não tinha mandato, e acabou adormecendo feliz, coisa que também não acontecia desde esse mesmo tempo, certo de que estava tudo bem.
Afinal, a serpente havia posto seus ovos.
Capítulo 11
Às dez horas da manhã do outro dia, o caldeirão do poder fervia como moqueca levada à mesa em tigela de barro. O coronel mal tomou um gole de café preto, vestiu uma camisa esportiva, tipo pólo, dessas que políticos só usam em campanha eleitoral, e foi recolher-se à casa de praia, na contramão da agenda oficial, para sair da cena antes que algum respingo de óleo fervente manchasse sua fantasia favorita de candidato. Não deu instruções a ninguém e nem disse porque se recolhia fora do programa, deixou que a imaginação dos correligionários gerasse boatos para os noticiários do dia. Sabia que nenhum deles se atreveria a falar a Imprensa em indisposição física, mal-estar súbito, em qualquer tipo de doença. Eles estavam acostumados a ouvir do chefe que político sério não adoece, político sério morre. Qualquer profissional que anuncie fragilidade vira coitadinho na voz do povo, inspira compaixão, nunca mais se elege nem síndico de condomínio. Quando o carro oficial manobrou no imenso jardim embelezado de cajueiros, mangueiras, coqueiros, ele já se sentia bem disposto, poderia se dedicar aos temperos de seu prato favorito, a intriga. Então, um punhado de coentro, um bocado de pimenta, mais pimenta, um bocadinho mais.
Conversou com o rapaz do marqueting por quase uma hora. Estirado na rede da varanda, à vontade, apenas na expectativa da provável repercussão de suas iniciativas da noite anterior, embaralhou com cuidado fatos políticos, decisões administrativas e roteiros publicitários, ensinando o profissional como corrigir o textinho faccioso dos telejornais da rede local e dos filmetes de propaganda do Governo estadual, com sutis mudanças de tom, mas que na verdade mais pareciam a narrativa de um bailado de vacas e antas, pois seria no mínimo contraditório passar a criticar de repente as ações federais e a acenar com simpatia para as surradas bandeiras da oposição, como defesa do aumento do salário mínimo, combate a corrupção, etc. Mas o rapaz do marketing não se atreveu a insinuar riscos ou mesmo equívocos que percebia boiando ensandecidos na sopa absolutamente ilógica que seria obrigado a servir dali a pouco aos seus comensais habituais, ou seja, a opinião pública, ou seja de novo, o melhor freguês, aquele que come de tudo. O rapaz sabia que era hora de guerra e que na guerra, ainda mais na guerra política, como no futebol de várzea, “do pescoço para baixo é canela”. E também sabia muito bem que a fraude sempre foi um dos métodos preferidos do coronel para fazer política. A mentira era uma instituição da casa, o grupo político do coronel não admitia pruridos de qualquer ordem, muito menos de ordem técnica. Quer dizer, ou seja, mais do que nunca, outrossim, negócio é o seguinte, vale tudo.
O Estado, em poucos dias, seria coberto por uma onda de atos de bravura política, realizações altruísticas, doações fantasiosas e uma chuva incontrolável de denúncias e acusações, todas inverossímeis, absolutamente inverossímeis para quem usa mais de meia dúzia de neurônios, mas que serviriam para estabelecer o clima que o coronel considerava como necessário para o jogo das aparências, o combate entre prestígio e influência, verdade e mentira, o jogo cínico das manobras políticas que definem os candidatos majoritários à grande festa nacional da democracia popular, as eleições para a Presidência da República e os Governos de Estado, o único jogo que de fato interessa no país do futebol. Em menos de 24 horas, o coronel conseguira rebater a bola para seus adversários políticos. Ganhara tempo. Talvez não tivesse conseguido reverter o quadro integralmente a seu favor, mas pelo menos respirava, tinha fôlego para dar dois passinhos para trás e esperar a hora de tentar um contra-ataque. O ódio que sentia no coração era apenas um problema a mais para administrar, mas ele já sabia como destilá-lo, apenas não gostava da perspectiva de ficar como coadjuvante de cena, talvez um mero figurante de multidão enquanto o que ele considerava uma multidão de babacas e ladrõezinhos de galinha disputavam os flashes da mídia. Deitou-se no meio da tarde, à sombra fresca da varanda, para dormir uma ou duas horas, irresponsabilidade que não se permitia desde o tempo em que não tinha mandato, e acabou adormecendo feliz, coisa que também não acontecia desde esse mesmo tempo, certo de que estava tudo bem.
Afinal, a serpente havia posto seus ovos.
quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009
As gurias na Redenção
Estava cá a pensar no causo da dona Yeda Crusius, um caso digno de folhetim policial, logo lá no Rio Grande, berço de gente como Zeca Neto, Bento, Vargas, Prestes, Brizola, Quintana, Érico, Elis, Ronaldinho Gaúcho. Afinal, o que está havendo com os conterrâneos tão afeitos à guerra, à política, à arte? Mas, na verdade, acho que se eu for por aqui, vou demorar muito a concluir, talvez seja melhor ir direto ao ponto, linha reta sempre foi melhor corretivo para prolixidade.
Então, como se sabe, o pau está comendo firme na política gaúcha. O que está em jogo no Rio Grande são as eleições para o governo do Estado e a presidência da República do Brasil. Mas acho que há mais alguma coisa no meio do campo que pode decidir a partida, a identidade do sapo ou da sapa encantada que vai envenenar a bruxa nesta fábula do crioulo doido. Ou seja, para ser mais claro, se as denúncias forem legítimas, babaus Yeda. Se não forem, longa vida à rainha.
O combate aberto nas democráticas discussões de rua nas grandes cidades e nas tendenciosas manchetes de jornais está tragicamente divertido, segundo informam o telefone e a Internet. Impossível, a esta altura da batalha, definir o matiz ideológico das correntes partidárias que disputam o poder numa espécie de vale-tudo capaz de envergonhar gladiadores canibais. Nunca neste país/Estado que já se chamou República Riograndense se viu um cerco tão constante a um governo constitucional. Neste momento a governadora tenta sobreviver a uma verdadeira paulada nas costas, um golpe sem precedentes na tradicional cordialidade diplomática da política gaúcha. Há quem aposte que ela merece. E haverá quem pague pra ver.
A única chance de a governadora chegar ao fim do mandato com um sorriso amarelo no rosto, o melhor cenário, sem dúvida, é esperar que os inimigos se matem uns aos outros antes da próxima eleição. Só mesmo a briga a facão entre os candidatos a verdugo da governadora pode salvar o pescocinho da senhora elegante, proba e impoluta. Caso contrário, se pelo menos um dos carrascos sobreviver para brandir a foice vingadora, o verbo e os adjetivos da frase anterior mudam radicalmente de sentido, embora mantenham a rima.
De qualquer maneira, haja o que houver, o povo gaúcho, envergonhado e provocado, da próxima vez irá mais afiado às urnas. E talvez, desta vez, deixe seus fantasmas em casa.
Então, como se sabe, o pau está comendo firme na política gaúcha. O que está em jogo no Rio Grande são as eleições para o governo do Estado e a presidência da República do Brasil. Mas acho que há mais alguma coisa no meio do campo que pode decidir a partida, a identidade do sapo ou da sapa encantada que vai envenenar a bruxa nesta fábula do crioulo doido. Ou seja, para ser mais claro, se as denúncias forem legítimas, babaus Yeda. Se não forem, longa vida à rainha.
O combate aberto nas democráticas discussões de rua nas grandes cidades e nas tendenciosas manchetes de jornais está tragicamente divertido, segundo informam o telefone e a Internet. Impossível, a esta altura da batalha, definir o matiz ideológico das correntes partidárias que disputam o poder numa espécie de vale-tudo capaz de envergonhar gladiadores canibais. Nunca neste país/Estado que já se chamou República Riograndense se viu um cerco tão constante a um governo constitucional. Neste momento a governadora tenta sobreviver a uma verdadeira paulada nas costas, um golpe sem precedentes na tradicional cordialidade diplomática da política gaúcha. Há quem aposte que ela merece. E haverá quem pague pra ver.
A única chance de a governadora chegar ao fim do mandato com um sorriso amarelo no rosto, o melhor cenário, sem dúvida, é esperar que os inimigos se matem uns aos outros antes da próxima eleição. Só mesmo a briga a facão entre os candidatos a verdugo da governadora pode salvar o pescocinho da senhora elegante, proba e impoluta. Caso contrário, se pelo menos um dos carrascos sobreviver para brandir a foice vingadora, o verbo e os adjetivos da frase anterior mudam radicalmente de sentido, embora mantenham a rima.
De qualquer maneira, haja o que houver, o povo gaúcho, envergonhado e provocado, da próxima vez irá mais afiado às urnas. E talvez, desta vez, deixe seus fantasmas em casa.
Ecos da folia
Não é verdade que o governador da Bahia tenha sido visto vestido de She-Ha e cantando Dalila no bloco das Muquiranas. Era só um sósia.
Não é verdade que exista, pelo menos no Brasil, uma mulher madura mais bonita e gostosa do que a Luma de Oliveira.
Não é verdade que o discurso bravateiro otimista de Barak Obama no Congresso norte-americano tenha sido redigido pelo redator do presidente Lula. O estilo “a culpa é dos outros” e “nós somos os maiorais” é apenas coincidência carnavalesca.
É a mais pura verdade que a qualidade musical do carnaval baiano foi-se definitivamente para as cucuias.
As famosas animadoras de bloco da Bahia continuam a ser tratadas como cantoras pela mídia golpista e reacionária.
A mídia ignorante e oportunista continua a usar crachás de Imprensa para encher a cara em camarote oficial.
E também é a mais absoluta verdade que o povo está feliz, embora ainda não saiba como vai pagar as prestações da fantasia.
E não se arrisque a ir à praia hoje na Bahia. Não tem lugar nem pra siri.
Depois da festa, hoje, agora, ninguém tem certeza de que tudo voltou ao ritmo normal. Melhor esperar até amanhã. Pode ser que a vida seja isso mesmo que está aí diante da nossa cara, sem choro nem vela.
Não é verdade que exista, pelo menos no Brasil, uma mulher madura mais bonita e gostosa do que a Luma de Oliveira.
Não é verdade que o discurso bravateiro otimista de Barak Obama no Congresso norte-americano tenha sido redigido pelo redator do presidente Lula. O estilo “a culpa é dos outros” e “nós somos os maiorais” é apenas coincidência carnavalesca.
É a mais pura verdade que a qualidade musical do carnaval baiano foi-se definitivamente para as cucuias.
As famosas animadoras de bloco da Bahia continuam a ser tratadas como cantoras pela mídia golpista e reacionária.
A mídia ignorante e oportunista continua a usar crachás de Imprensa para encher a cara em camarote oficial.
E também é a mais absoluta verdade que o povo está feliz, embora ainda não saiba como vai pagar as prestações da fantasia.
E não se arrisque a ir à praia hoje na Bahia. Não tem lugar nem pra siri.
Depois da festa, hoje, agora, ninguém tem certeza de que tudo voltou ao ritmo normal. Melhor esperar até amanhã. Pode ser que a vida seja isso mesmo que está aí diante da nossa cara, sem choro nem vela.
terça-feira, 24 de fevereiro de 2009
Queemmm???
Um detalhe está preocupando a rapaziada da consultoria política da Favorita. O povo está chamando a ministra de Vilma. É. Vilma. O povo não apenas não sabe quem é Dilma como também desconhece esse nome. Por esta ninguém esperava.
Ali Babá e eles
A sensacional campanha eleitoral pela Presidência da República não deu trégua aos eleitores no carnaval. A ministra Dilma Roussef saracoteou em coreto pernambucano, o governador José Serra espantou o povo com sua antiga fantasia de Vampiro, Lula flutuou num camarote da Sapucaí, e a arraia miúda, Aécio, Ciro, Heloísa Helena (lembram dela?) choraram as mágoas eleitorais como choram os crocodilos a escassez de caça nos pântanos.
Só o veterano e combativo senador Pedro Simon teve capacidade de gerar uma novidade -ou uma piada. Simon elevou o tom de voz -e a tradicional dramaticidade- para anunicar aos quatro ventos que o PMDB precisa de um candidato próprio. Justamente ele, claro, o radical da cautela.
É isso. Como diria um antigo colunista social, o povo passa e os políticos ladram.
Note, por favor, que escrevi o verbinho safado no presente do indicativo e não como o explosivo adjetivo que o senhor leu.
Só o veterano e combativo senador Pedro Simon teve capacidade de gerar uma novidade -ou uma piada. Simon elevou o tom de voz -e a tradicional dramaticidade- para anunicar aos quatro ventos que o PMDB precisa de um candidato próprio. Justamente ele, claro, o radical da cautela.
É isso. Como diria um antigo colunista social, o povo passa e os políticos ladram.
Note, por favor, que escrevi o verbinho safado no presente do indicativo e não como o explosivo adjetivo que o senhor leu.
Fogo a bordo
Estão insinuando por aí, em blogs e colunas, que não deixaram a Imprensa entrar no camarote do Governo do Rio no desfile das escolas de samba porque o presidente da República estava levemente alcoolizado.
Deve ser mentira.
Todo mundo sabe que o presidente não bebe, não fuma, não come, não dorme, não lê, não sabe, não viu.
E não quer nem saber.
Deve ser mentira.
Todo mundo sabe que o presidente não bebe, não fuma, não come, não dorme, não lê, não sabe, não viu.
E não quer nem saber.
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