Anotei ontem no meu caderninho de observações a esmo que a imagem física de dona Dilma Roussef está muito próxima do patético. A peruca parece tampa de açucareiro. A postura cênica é o retrato vivo da arrogância e do autoritarismo.
Acredito que a ministra deve ter um mínimo de naturalidade, mesmo com cabelos desgrenhados, e sorrir pelo menos três vezes entre as refeições.
Afinal, o patético é primo-irmão do ridículo. E os dois costumam andar juntos.
domingo, 5 de julho de 2009
sexta-feira, 3 de julho de 2009
Proibido voar
O Departamento de Aeropecuária do Congresso Nacional está outra vez funcionando a pleno vapor. O alvo da vez é o presidente do Senado Federal, senador José Sarney. Em meio a uma verdadeira ciranda cirandinha de denúncias de desmandos, aproveitamentos e benefícios indevidos, ilegais, antiéticos e imorais, sabe-se hoje pelo noticiário dos jornais que o ex-presidente de brasileiros e brasileiras também possui uma casa tipo mansão à beira do lago que jamais foi declarada ao Imposto de Renda. Sem disfarçar o tremor das mãos e do bigode, o velho coronel nortista disse que não sabe do caso e que deve ter havido algum erro.
Quer dizer, o senador José Sarney não sabe que mora num casarão de sua propriedade, no valor de R$ 4 milhões. Isso sim é que não é um cidadão comum. É um boi voador.
Quer dizer, o senador José Sarney não sabe que mora num casarão de sua propriedade, no valor de R$ 4 milhões. Isso sim é que não é um cidadão comum. É um boi voador.
Da cozinha
Prometi resenhar grandes obras no formato twiter, ainda não cumpri, mas estou de olho na estante. Na verdade, não sei direito como nem por onde começar. Acho que vou usar a ordem, ou melhor, a desordem da prateleira. Em grupos de quatro, como homenagem aos quartetos de Elliot, teremos, pois, Peter Gay, com a biografia de Freud, a autobiografia de García Márquez, o Guia Mapa de Gabriel Arcanjo, de Nélida Piñon, e o Quarto 19, de Doris Lessing. Dose tarja preta. Ninguém perde por esperar.
quinta-feira, 2 de julho de 2009
Sinceramente
Hoje é feriado na Bahia. Não tem nem banco aberto. O dia está lindo. O sol chegou na hora de sempre vestido com um de seus modelitos feéricos.
As pessoas estão se dirigindo à praia. Alguns são náufragos nesta ilha de bigodes bucaneros, cercados de astros e aviões cadentes, na trilha dos cordeiros de Deus, de casa para o paraíso. Outros são sobreviventes desta ribalta de barbas piratas, cercados de fantasmas e esperanças do passado, na contramão da lógica, da praia para o mar.
Eu?
Eu acho que não devia ter comido carne e ovo frito e geléia de morango no café da manhã.
As pessoas estão se dirigindo à praia. Alguns são náufragos nesta ilha de bigodes bucaneros, cercados de astros e aviões cadentes, na trilha dos cordeiros de Deus, de casa para o paraíso. Outros são sobreviventes desta ribalta de barbas piratas, cercados de fantasmas e esperanças do passado, na contramão da lógica, da praia para o mar.
Eu?
Eu acho que não devia ter comido carne e ovo frito e geléia de morango no café da manhã.
quarta-feira, 1 de julho de 2009
Pirate news
A ficha criminal da ministra Dilma Roussef no DOPS, divulgada pela Folha de S. Paulo e saudada neste blog ingênuo como selo de qualidade político-ideológica da favorita do Planalto, é mais falsa do que promessa de amor eterno.
Peritos independentes atestaram que a ficha da ministra divulgada no jornal de maior circulação e influência política nacional foi feita em computador, muito provavelmente no velho e bom Corel Draw 11, tem nada a ver com a realidade.
A Folha está indignada. A ministra está indignada. A Polícia Federal está indignada.
Diante de tanta indignação, gostaria de saber, só por curiosidade jornalística, nada mais, a quem poderia interessar a divulgação da ficha criminal de Dilma no DOPS?
A quem?
Peritos independentes atestaram que a ficha da ministra divulgada no jornal de maior circulação e influência política nacional foi feita em computador, muito provavelmente no velho e bom Corel Draw 11, tem nada a ver com a realidade.
A Folha está indignada. A ministra está indignada. A Polícia Federal está indignada.
Diante de tanta indignação, gostaria de saber, só por curiosidade jornalística, nada mais, a quem poderia interessar a divulgação da ficha criminal de Dilma no DOPS?
A quem?
Barba e bigode
A cada dia que passa fico mais convencido que o senador José Sarney não é mesmo uma pessoa comum. Ele fala e age como um imortal, aliás este um adjetivozinho fajuto conquistado com a generosa condescendência da Academia Brasileira de Letras. Para definir melhor a diferença que há entre os velhos caciques políticos e os novos caciques políticos, uma diferença que só mentes iluminadas como a do presidente da República são capazes identificar, já que não houve qualquer alteração no sistema político vigente no País, tento esboçar uma tesezinha primária para explicar porque este sujeito bigodudo de palavreado hipócrita e texto chulo não é um cidadão comum.
Fui repórter de Polícia muito tempo na Zero Hora, anos 70, e sei do que estou falando. Bandido é bandido, Polícia é Polícia, todo mundo sabe, mas assim como uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa. Tem ladrão e ladrão, com a diferença de que há os que matam para roubar e os que iludem para roubar. Um é latrocida, o outro é estelionatário. Um usa revólver, o outro a caneta. A Polícia costuma prender o primeiro e fazer acordo com o segundo, é assim que funciona.
Os militares que saquearam o País e mataram jovens militantes de esquerda são criminosos de alto porte. Os políticos que usam cargo público para saquear o país e iludir a juventude são batedores de carteira, criminosos de baixo porte. Quer dizer, o general era homicida, o presidente do Senado é só um estelionatário.
Acho que foi isso que o presidente quis dizer. E é só por isso que um apóia o outro. São iguais. A diferença é que um usa bigode, o outro barba.
Fui repórter de Polícia muito tempo na Zero Hora, anos 70, e sei do que estou falando. Bandido é bandido, Polícia é Polícia, todo mundo sabe, mas assim como uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa. Tem ladrão e ladrão, com a diferença de que há os que matam para roubar e os que iludem para roubar. Um é latrocida, o outro é estelionatário. Um usa revólver, o outro a caneta. A Polícia costuma prender o primeiro e fazer acordo com o segundo, é assim que funciona.
Os militares que saquearam o País e mataram jovens militantes de esquerda são criminosos de alto porte. Os políticos que usam cargo público para saquear o país e iludir a juventude são batedores de carteira, criminosos de baixo porte. Quer dizer, o general era homicida, o presidente do Senado é só um estelionatário.
Acho que foi isso que o presidente quis dizer. E é só por isso que um apóia o outro. São iguais. A diferença é que um usa bigode, o outro barba.
Twitando no blog
Essa onda do twiter invadiu a net como um tsunami de bites. Meu amigo Mauro Assis, da Funyl de Brasília, me cutucou com vara curta pra entrar na nova grande brincadeira eletrônica, mas refuguei. Acho, ou pelo menos achava até ontem, que é modismo e logo, logo vai ser devorado, processado e esquecido para sempre. Mas li uma materinha na Ilustrada que mexeu com minha inquieta meia dúzia de neurônios.
O twiter, como todo mundo sabe, é um micro blog que aceita apenas posts de 140 toques, no máximo, e interliga simultaneamente milhões e milhões de usuários mundo afora. Uma dupla de jovens adolescentes norte-americanos bolou um formato sensacional para bombar o twiter: eles estão resenhando grandes obras da literatura internacional, uma a uma, post a post, de acordo com a limitação de 140 toques.
Ora, isto é, sem a menor dúvida, trabalho para velhos cozinheiros de redação de jornal diário, acostumados a reduzir glórias e tragédias a uma mísera frase com sujeito, verbo e objeto. Eu, por exemplo, sempre modesto e despretensioso, do alto de vastíssima experiência de edição diária, me considero campeão mundial da modalidade e vou, no maior descaramento possível, implantar aqui neste arrostante espaço de idéias e opiniões na contramão da realidade da mídia um sistema semelhante ao criado pelos garotos americanos. Tenho, nas estantes da parede atrás do computador, mais de 100 romances de alta literatura, e vou começar a resenhá-los no estilo twiter aqui mesmo neste blog semi-clandestino. Só não sei se começo hoje ou amanhã –às vezes há alguma coisa séria para fazer... Vamos ver como se sai o dia.
O twiter, como todo mundo sabe, é um micro blog que aceita apenas posts de 140 toques, no máximo, e interliga simultaneamente milhões e milhões de usuários mundo afora. Uma dupla de jovens adolescentes norte-americanos bolou um formato sensacional para bombar o twiter: eles estão resenhando grandes obras da literatura internacional, uma a uma, post a post, de acordo com a limitação de 140 toques.
Ora, isto é, sem a menor dúvida, trabalho para velhos cozinheiros de redação de jornal diário, acostumados a reduzir glórias e tragédias a uma mísera frase com sujeito, verbo e objeto. Eu, por exemplo, sempre modesto e despretensioso, do alto de vastíssima experiência de edição diária, me considero campeão mundial da modalidade e vou, no maior descaramento possível, implantar aqui neste arrostante espaço de idéias e opiniões na contramão da realidade da mídia um sistema semelhante ao criado pelos garotos americanos. Tenho, nas estantes da parede atrás do computador, mais de 100 romances de alta literatura, e vou começar a resenhá-los no estilo twiter aqui mesmo neste blog semi-clandestino. Só não sei se começo hoje ou amanhã –às vezes há alguma coisa séria para fazer... Vamos ver como se sai o dia.
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