Atenção.
Vejam como foi armada a pesquisa da Vox Populi para beneficiar a candidatura Dilma Roussef.
http://coturnonoturno.blogspot.com/
domingo, 31 de janeiro de 2010
De chapéu de palha
Domingo de sol na Bahia.
Seis e meia da manhã fui pegar uma manga no pé, uns 50 metros pra ir mais 50 pra voltar, pronto, voltei suando.
Deu vontade de ir à praia, mas infelizmente resolvi dar uma olhada no noticiário da Internet, pronto, voltei pra varanda puto dentro da bermuda.
Como é que pode? Uma terra tão linda, gente tão boa, e uma pá de safados a disputar administração pública na faca e no chute no saco.
Devia ser no voto, mas é no golpe.
O que o Instituto Vox Populi acaba de fazer para tentar alavancar a candidatura da favorita do Planalto é mais um crime de lesa-cidadania.
A maioria dos municípios usados na pesquisa são currais eleitorais do PT, e tem um, na Bahia, claro, que não tem nem representação dos partidos de oposição e o prefeito chama-se Chico da Dilma.
Mesmo assim, a escolhida do rei não faz nem cosquinha no índice do real favorito, o governador de São Paulo.
Procurando mais novidades aqui e ali encontrei algo sobre a provável estratégia de campanha da candidatura de Dilma. Ela irá explorar os alagamentos em São Paulo, uma exploração lamentável de uma anunciada tragédia natural, fartamente explicada pelas, digamos assim, autoridades meteorológicas, e tem grandes chances reais, segundo a experiência com marketing político ensina até aos mais distraídos, de transformar o inimigo em mártir.
As manobras da campanha de Dilma lembram as ações desesperadas dos antigos coronéis nordestinos para manter seu povo no cabresto quando começou o processo de abertura democrática ainda durante a ditadura.
Conforme esclareceu um dos maiores escritores do planeta, o peruano Mário Vargas Llosa, Lula, o Mito, o Deus, o Rei, o Iluminado, age como um aprendiz de ditador.
E aprendiz de ditador, sinceramente seu João e dona Maria, não tem direito de atrapalhar o domingo de sol de sonhadores como eu.
Vou à praia.
Seis e meia da manhã fui pegar uma manga no pé, uns 50 metros pra ir mais 50 pra voltar, pronto, voltei suando.
Deu vontade de ir à praia, mas infelizmente resolvi dar uma olhada no noticiário da Internet, pronto, voltei pra varanda puto dentro da bermuda.
Como é que pode? Uma terra tão linda, gente tão boa, e uma pá de safados a disputar administração pública na faca e no chute no saco.
Devia ser no voto, mas é no golpe.
O que o Instituto Vox Populi acaba de fazer para tentar alavancar a candidatura da favorita do Planalto é mais um crime de lesa-cidadania.
A maioria dos municípios usados na pesquisa são currais eleitorais do PT, e tem um, na Bahia, claro, que não tem nem representação dos partidos de oposição e o prefeito chama-se Chico da Dilma.
Mesmo assim, a escolhida do rei não faz nem cosquinha no índice do real favorito, o governador de São Paulo.
Procurando mais novidades aqui e ali encontrei algo sobre a provável estratégia de campanha da candidatura de Dilma. Ela irá explorar os alagamentos em São Paulo, uma exploração lamentável de uma anunciada tragédia natural, fartamente explicada pelas, digamos assim, autoridades meteorológicas, e tem grandes chances reais, segundo a experiência com marketing político ensina até aos mais distraídos, de transformar o inimigo em mártir.
As manobras da campanha de Dilma lembram as ações desesperadas dos antigos coronéis nordestinos para manter seu povo no cabresto quando começou o processo de abertura democrática ainda durante a ditadura.
Conforme esclareceu um dos maiores escritores do planeta, o peruano Mário Vargas Llosa, Lula, o Mito, o Deus, o Rei, o Iluminado, age como um aprendiz de ditador.
E aprendiz de ditador, sinceramente seu João e dona Maria, não tem direito de atrapalhar o domingo de sol de sonhadores como eu.
Vou à praia.
sábado, 30 de janeiro de 2010
Xô!
Sábado, arde o sol no céu da Bahia.
Os turistas invadiram a nossa praia.
Eu não quero coroas paulistas cobertas de cosméticos caóticos disparando olhares de peixe morto tarado.
Eu quero ir a Itapuan para sentir o cheiro do tempero da vida e para jogar uma flor no colo de uma morena.
Turista bom é turista em Pernambuco.
A Bahia devia dar-se ao respeito e fechar o aeroporto.
Os turistas invadiram a nossa praia.
Eu não quero coroas paulistas cobertas de cosméticos caóticos disparando olhares de peixe morto tarado.
Eu quero ir a Itapuan para sentir o cheiro do tempero da vida e para jogar uma flor no colo de uma morena.
Turista bom é turista em Pernambuco.
A Bahia devia dar-se ao respeito e fechar o aeroporto.
sexta-feira, 29 de janeiro de 2010
Diagnósticos...
O senhor já se perguntou por que um homem que não é hipertenso, está, por supuesto, com a bola toda, e acaba de chegar de férias, de repente sente-se mal a bordo de seu avião particular a ponto de cancelar todos os compromissos e se recolher à casa, para repouso absoluto?
Eu já me perguntei, sim, desde o primeiro momento em que vi o cara das relações institucionais mentindo descaradamente, com uma conversa que queria dizer que o presidente está tão bem que os médicos resolveram que ele descansasse um pouco. Ridículo.
Como diz o filho de um amigo meu, não ria meu tio que o caso é sério.
O presidente deve ter sofrido uma grande contrariedade, um desapontamento capaz de dar um pontapé no peito de um sujeito “saúde de ferro” como ele. Qualquer criança pode perceber isso.
Parece bastante lógico acreditar que a repentina crise de hipertensão tenha a ver com o desenho da realidade eleitoral que a base apoio do governo está esboçando em torno da mais valorosa moeda nacional, o voto.
Lula está sendo vítima de suas principais armas de angariar apoio político, o conchavo, a impunidade e a corrupção. Nunca na história desse País um presidente foi tão assediado por ladrões e oportunistas.
Eu já me perguntei, sim, desde o primeiro momento em que vi o cara das relações institucionais mentindo descaradamente, com uma conversa que queria dizer que o presidente está tão bem que os médicos resolveram que ele descansasse um pouco. Ridículo.
Como diz o filho de um amigo meu, não ria meu tio que o caso é sério.
O presidente deve ter sofrido uma grande contrariedade, um desapontamento capaz de dar um pontapé no peito de um sujeito “saúde de ferro” como ele. Qualquer criança pode perceber isso.
Parece bastante lógico acreditar que a repentina crise de hipertensão tenha a ver com o desenho da realidade eleitoral que a base apoio do governo está esboçando em torno da mais valorosa moeda nacional, o voto.
Lula está sendo vítima de suas principais armas de angariar apoio político, o conchavo, a impunidade e a corrupção. Nunca na história desse País um presidente foi tão assediado por ladrões e oportunistas.
O buraco é mais embaixo
A legenda do Estadão para a foto de J.D. Salinger na capa de hoje é exata, morre o arredio.
O escritor de um único grande romance começou a se afastar da sociedade logo após ter escancarado às portas do último andar. Ele sabia escrever, isso é único, tanto para ele quanto para todos os outros. Salinger, que trocou de mulher a cada década, e nunca permitiu que nenhuma delas falasse sobre a sua vida dele, considerava Hemingway um escritor de segunda categoria, e Hemingway era um gênio, inigualável na arte de descrever o nada do cotidiano, o bucolismo do amanhecer no campo, a melancolia neurótica da solidão, essas coisas que às vezes acabam com um cano de espingarda enfiado na boca. Salinger desprezava a tal mídia de comunicação porque sabia que celebridades são como a purpurina capilar da realidade, só a arte é eterna, as pessoas morrem.
O que o senhor tem a ver com isso? Nada, isto é apenas para lembrar que não se deve acreditar em algo dito ou feito por alguém, artista ou não, que seja subsidiado por brasões governamentais ou instituições sociais. Celebridade boa é celebridade invisível.
O escritor de um único grande romance começou a se afastar da sociedade logo após ter escancarado às portas do último andar. Ele sabia escrever, isso é único, tanto para ele quanto para todos os outros. Salinger, que trocou de mulher a cada década, e nunca permitiu que nenhuma delas falasse sobre a sua vida dele, considerava Hemingway um escritor de segunda categoria, e Hemingway era um gênio, inigualável na arte de descrever o nada do cotidiano, o bucolismo do amanhecer no campo, a melancolia neurótica da solidão, essas coisas que às vezes acabam com um cano de espingarda enfiado na boca. Salinger desprezava a tal mídia de comunicação porque sabia que celebridades são como a purpurina capilar da realidade, só a arte é eterna, as pessoas morrem.
O que o senhor tem a ver com isso? Nada, isto é apenas para lembrar que não se deve acreditar em algo dito ou feito por alguém, artista ou não, que seja subsidiado por brasões governamentais ou instituições sociais. Celebridade boa é celebridade invisível.
quinta-feira, 28 de janeiro de 2010
Coração de leão
Pontos luminosos na radiografia do novo quadro político no País descobertos com a crise hipertensiva do presidente da República.
-Ciro mantém candidatura a presidente.
-Maluf é a oposição em São Paulo.
-Dilma pode perder PSB, PTB e PP.
Por assim dizer, 18 por 12 é pinto.
-Ciro mantém candidatura a presidente.
-Maluf é a oposição em São Paulo.
-Dilma pode perder PSB, PTB e PP.
Por assim dizer, 18 por 12 é pinto.
No ar
Estou alguns dias sem comentar neste blog clandestino porque, sinceramente, está ficando impossível acompanhar o desenvolvimento natural dos fatos no país, seja política, cultura, economia, cidadania, segurança, esporte, qualquer coisa.
Mas o mínimo que um profissional do palavreado pode fazer é assistir aos telejornais.
Ontem, por exemplo, no Jornal da Band, edição da noite, vi uma cena impressionante. Plano panorâmico de um bairro inteiramente alagado. No meio da água, no que deveria ser uma rua, uma repórter. Com água pela cintura, ela começou a caminhar em direção a um orelhão a alguns metros de distância enquanto descrevia a enchente. Não havia viva alma por perto, só a chuva, o imenso alagamento, a repórter e o orelhão. Afinal, ela chegou ao aparelho, pegou o telefone, colocou no ouvido, tirou, recolocou no gancho e disse “não tem linha por motivo de segurança”. Corte para o estúdio. O apreentador emendou outro assunto. Fellini não faria melhor.
Hoje, no Jornal da Manhã, da retransmissora da Globo na Bahia, o secretário da Justiça, bravo deputado federal pelo PT , respondeu com sonolência e displicência às perguntas da reportagem sobre a superlotação presidiária, onde as delegacias são espécie de panelas de pressão encostadas nos caldeirões ferventes dos presídios. De dentro de um belo terno tipo feito sob medida, entre frases balbuciadas no seu já reconhecido idioma da língua presa, a maioria incompreensível para o ouvido humano, o secretário anunciou que estava sendo realizada a terraplanagem da construção de um novo presídio. Ele e o repórter consideraram que desta maneira, com a terraplanagem da construção de um novo presídio. a questão da segurança pública no Estado estava sendo enfrentada e resolvida. Enquanto desligava a tevê, lembrei que o veterano militante petista é acusado a boca pequena de ter ficado rico 15 minutos depois de chegar ao poder. Devia ter se aposentado.
Mas o mínimo que um profissional do palavreado pode fazer é assistir aos telejornais.
Ontem, por exemplo, no Jornal da Band, edição da noite, vi uma cena impressionante. Plano panorâmico de um bairro inteiramente alagado. No meio da água, no que deveria ser uma rua, uma repórter. Com água pela cintura, ela começou a caminhar em direção a um orelhão a alguns metros de distância enquanto descrevia a enchente. Não havia viva alma por perto, só a chuva, o imenso alagamento, a repórter e o orelhão. Afinal, ela chegou ao aparelho, pegou o telefone, colocou no ouvido, tirou, recolocou no gancho e disse “não tem linha por motivo de segurança”. Corte para o estúdio. O apreentador emendou outro assunto. Fellini não faria melhor.
Hoje, no Jornal da Manhã, da retransmissora da Globo na Bahia, o secretário da Justiça, bravo deputado federal pelo PT , respondeu com sonolência e displicência às perguntas da reportagem sobre a superlotação presidiária, onde as delegacias são espécie de panelas de pressão encostadas nos caldeirões ferventes dos presídios. De dentro de um belo terno tipo feito sob medida, entre frases balbuciadas no seu já reconhecido idioma da língua presa, a maioria incompreensível para o ouvido humano, o secretário anunciou que estava sendo realizada a terraplanagem da construção de um novo presídio. Ele e o repórter consideraram que desta maneira, com a terraplanagem da construção de um novo presídio. a questão da segurança pública no Estado estava sendo enfrentada e resolvida. Enquanto desligava a tevê, lembrei que o veterano militante petista é acusado a boca pequena de ter ficado rico 15 minutos depois de chegar ao poder. Devia ter se aposentado.
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