Volto ao jardim dos blogs na certeza de ter alguma coisa a dizer. Ainda não sei bem o quê, mas imagino que posso descobrir no caminho. Talvez ninguém perca por navegar os olhos rápidos nestas frases tímidas, afinal são apenas idéias e opiniões de um veterano profissional de comunicação nesta terra do faz de conta.
Minha primeira fase de blogueiro, na efervescência política de 86, antecedeu um trabalho de redator em uma campanha eleitoral vitoriosa, Teotônio em Alagoas, e rendeu uma razoável bagagem de desaforos editoriais, os quais talvez relembre aqui vez ou outra, afinal barco, navegador e remadores são os mesmos, e também mar, ondas e este formidável cardume de peixinhos abobados que somos nós.
Esta segunda fase de tamborilar palpites sobre a vida alheia surge na pós-campanha eleitoral, depois de um desastre surpreendente no Rio Grande, Marroni em Pelotas, mas a cicatriz não dói mais, ou só dói um pouquinho, posso voltar a falar devagar, como os apaixonados quando se refazem do susto da rejeição. Acreditar em lógica política faz mal ao bom senso e falar sobre isso fere o manual de ética do consultor de comunicação, caso haja, claro, mas posso relembrar o que posso. Pelo menos é uma frase boa. Por isso se fazem blogs. Portanto, na reabertura deste espaço de puras idéias e opiniões, e na impossibilidade técnica de falar sobre o que de fato aconteceu, vamos brincar de comparar a capital da pistolagem com a capital da frescura. Duas magníficas cidades, dois extraordinários candidatos, e dois povos tão iguais quanto os esquimós e os watusi.
quarta-feira, 31 de dezembro de 2008
Gosto de sal adocicado
Maceió e Pelotas têm nada a ver uma com a outra. As dessemelhanças são tantas que invertem a avaliação de qualquer provável preferência estética ou gastronômica, por exemplo. Em Alagoas, fiquei num quinto andar a menos de 100 metros do mar de cristal verde. No Rio Grande, fiquei num décimo quinto andar, horizonte descortinado de leste a oeste, o cruzeiro do sul no centro da bandeira estelar. Se tivesse de decidir, agora, onde passar a noite hoje, iria para a Princesa do Sul. Não há cartão postal do paraíso que dissipe a atmosfera desafiante dos campos do Rio Grande.
Comida. Também ao contrário do que pode imaginar um bandoleiro nacional, este quesito Maceió leva fácil. Pelotas tem os respeitáveis Batuva e El Paisano, mas Maceió exibe Van Tchaco e Divina Gula, ambos indicados em guides internacionais. Churrascarias e cafeterias são quase a mesma coisa em qualquer lugar do mundo se você não estiver em Buenos Aires, mas a Lobão e o Aquarius, em Pelotas, estão registradas no Departamento de Santuários e equilibram a disputa. Em uma presidencial comparação metafórica, sem a inconfundível deselegância discreta, se Maceió e Pelotas fossem vinho, Pelotas seria tinto seco e Maceió branco suave.
Não podemos falar de praças, Maceió não as tem. Não podemos falar de praias, Pelotas não as tem –o Laranjal é apenas imaginação popular. Não podemos falar de gente bonita, Maceió não a tem. Em Pelotas, ao contrário, todas as mulheres são misses, até as feias são lindas e as magrelas são gostosinhas. Maceió tem, isto sim, uma orla feita para se caminhar ao amanhecer. De Pajuçara a Jatiúca, se o sujeito estiver ouvindo Jimmy Page ou só pensando besteiras, por exemplo, levita. Em Pelotas ninguém caminha, as pessoas desfilam, algumas flutuam, até param no ar, como beija-flores e helicópteros. Ou fantasmas.
Em Pelotas se morre de amor. Em Maceió se mata de ódio. Em Pelotas meninas de 12, 13 anos tiritam de frio e brincam livres nas ruas, em Maceió algumas se vendem na porta dos hotéis. Uma cidade é o avesso da outra. As duas viveram épocas de fausto, a cana de açúcar lá, a charqueada cá, mas não obtiveram os mesmos resultados. Os usineiros –até hoje- jamais trouxeram prosperidade a Maceió, preferiam –e preferem- viver em fortalezas inexpugnáveis na zona da mata e investir seu rico dinheirão apenas em bancos suíços. Os coronéis nordestinos, como se sabe, entre construir uma escola ou posto de saúde, sempre optaram por erguer uma capela. Em Pelotas, ainda hoje, não se dá um passo na área central da cidade sem estar emoldurado por uma arquitetura centenária, nobre imponência burguesa, quase se pode ver as carruagens da gata borralheira disputando espaço com camionetes Rural e fusquinhas, ou fuquinha na ortodoxia arcaica do gauchês.
Elas só se parecem uma com a outra em eleição política. Em Maceió o povo vota no que acredita. E em Pelotas também.
Das duas, prefiro Salvador. Aqui quem manda é o inconsciente coletivo. Qualquer débil mental pode ser presenteado com um mandato. A Bahia é a mãe do Brasil. Mas continuemos a falar de desejos e prazeres nordestinos e gaúchos. A Bahia repousa em uma dimensão paralela, não precisa mexer com ela, ela já mexe sozinha.
Caju ou pêssego, por exemplo. Qual a fruta mais suculenta, mais gostosa? Só chupando pra saber. Mas das duas, sinceridade, prefiro laranja. Dá em qualquer lugar e se come mastigando.
Comida. Também ao contrário do que pode imaginar um bandoleiro nacional, este quesito Maceió leva fácil. Pelotas tem os respeitáveis Batuva e El Paisano, mas Maceió exibe Van Tchaco e Divina Gula, ambos indicados em guides internacionais. Churrascarias e cafeterias são quase a mesma coisa em qualquer lugar do mundo se você não estiver em Buenos Aires, mas a Lobão e o Aquarius, em Pelotas, estão registradas no Departamento de Santuários e equilibram a disputa. Em uma presidencial comparação metafórica, sem a inconfundível deselegância discreta, se Maceió e Pelotas fossem vinho, Pelotas seria tinto seco e Maceió branco suave.
Não podemos falar de praças, Maceió não as tem. Não podemos falar de praias, Pelotas não as tem –o Laranjal é apenas imaginação popular. Não podemos falar de gente bonita, Maceió não a tem. Em Pelotas, ao contrário, todas as mulheres são misses, até as feias são lindas e as magrelas são gostosinhas. Maceió tem, isto sim, uma orla feita para se caminhar ao amanhecer. De Pajuçara a Jatiúca, se o sujeito estiver ouvindo Jimmy Page ou só pensando besteiras, por exemplo, levita. Em Pelotas ninguém caminha, as pessoas desfilam, algumas flutuam, até param no ar, como beija-flores e helicópteros. Ou fantasmas.
Em Pelotas se morre de amor. Em Maceió se mata de ódio. Em Pelotas meninas de 12, 13 anos tiritam de frio e brincam livres nas ruas, em Maceió algumas se vendem na porta dos hotéis. Uma cidade é o avesso da outra. As duas viveram épocas de fausto, a cana de açúcar lá, a charqueada cá, mas não obtiveram os mesmos resultados. Os usineiros –até hoje- jamais trouxeram prosperidade a Maceió, preferiam –e preferem- viver em fortalezas inexpugnáveis na zona da mata e investir seu rico dinheirão apenas em bancos suíços. Os coronéis nordestinos, como se sabe, entre construir uma escola ou posto de saúde, sempre optaram por erguer uma capela. Em Pelotas, ainda hoje, não se dá um passo na área central da cidade sem estar emoldurado por uma arquitetura centenária, nobre imponência burguesa, quase se pode ver as carruagens da gata borralheira disputando espaço com camionetes Rural e fusquinhas, ou fuquinha na ortodoxia arcaica do gauchês.
Elas só se parecem uma com a outra em eleição política. Em Maceió o povo vota no que acredita. E em Pelotas também.
Das duas, prefiro Salvador. Aqui quem manda é o inconsciente coletivo. Qualquer débil mental pode ser presenteado com um mandato. A Bahia é a mãe do Brasil. Mas continuemos a falar de desejos e prazeres nordestinos e gaúchos. A Bahia repousa em uma dimensão paralela, não precisa mexer com ela, ela já mexe sozinha.
Caju ou pêssego, por exemplo. Qual a fruta mais suculenta, mais gostosa? Só chupando pra saber. Mas das duas, sinceridade, prefiro laranja. Dá em qualquer lugar e se come mastigando.
Sexta 13
Sexta-feira 13, lua cheia. Acontece de vez em quando, mas bem que podia ser hoje, noite de ano novo. Significa quase nada, salvo receios de lobisomens e vagas lembranças de praias desertas, um texto de Flaubert “–que leves giras, sustentada pelo éter impalpável”, e também a certeza de maré baixa ao alvorecer, bom para caminhar e imginar loucuras. Recomenda-se vinho, mas vinhos são recomendáveis em qualquer lua. Recomenda-se algo entre prosa e poesia, talvez um longo poema do Canto Geral, mas odes são recomendáveis até em quarto crescente. Recomenda-se, enfim, silêncio, o mesmo silêncio que se deve respeitar aos motoristas de ônibus e em corredores de hospitais e na hora de amar alguém que se ama de verdade. O resto todo pode ser feito aos urros e gemidos ou aos antigos gritos e sussurros. Como todos os dias. E em todas as luas.
Pescaria em rio de águas rasas
O canto do homem e o do passarinho todo mundo conhece. De macacos, cachorros, até de botos, baleias, beija-flores e lambaris também. Lambaris? Sim, lambaris. Basta ouvi-los com atenção. É um cantinho minúsculo, estridente, quase inaudível. Ouve-se apenas à beira de riachos de águas mansas, translúcidas, que se precipitam sobre pedras grandes, brancas e lisas como ovos pré-históricos. Talvez seja necessário o uso de alguma contravenção para equalizar melhor o som. São os benefícios da vida rural ao encontro das necessidades da natureza em se fazer compreender pela estreiteza labiríntica da mente humana.
El português
Diz-se, di-lo quem viu na arquibancada da arena ou mesmo na poltrona da tevê, que os toureiros são mestres em equilibrar emoções entre medo e coragem e os únicos capazes da dramatização artística na hora da morte, na hora de matar o inimigo grandioso ao fim de um bailado de arroubos, sustos e suspiros. Só se lhes compara a imaginação criadora de esgrimistas máximos da expressão artística, esculápios das cores e das formas, das palavras e das histórias, do corpo e da alma, do conhecimento universal e da sabedoria ruminante das ruas. Aos homens comuns, em reconhecimento à arte natural, resta aplaudir toureiros, escritores, pintores, escultores, ou se recolherem ao desprezo da hipocrisia humanística. Mas não há nobre ou plebeu neste mundo de tantos deuses que não reconheça aos toureiros o espetáculo em nome da arte de matar.
O senhor José Saramago, português de nascimento, talvez ninguém tão português quanto ele, com sua óbvia constatação de que as aparências enganam porque são apenas aparências e de que nada no mundo faz sentido, nada, não adestra touros nem usa fantasias afogueadas nem chapeuzinhos nem espadas e nem dança em picadeiros à procura da consagração, mas é, mesmo sem sê-lo, o maior de todos os toureiros da atualidade.
O romance As Intermitências da Morte, quase dois anos após seu lançamento, ainda é, neste momento, o maior espetáculo da terra. Não há outro capaz de provocar tamanho deslumbramento. O único espetáculo a relatar, entre tantos concertos operísticos, performances luminosas, obras vanguardistas e touradas sanguinárias, sem a pretensão do conhecimento científico ou imaginário, o suposto encontro do homem com o maior enigma da humanidade. O livro representa uma nova coreografia da criatividade diante do mistério da própria criação. Talvez seja uma espécie de esboço da reinvenção da literatura.
Há duas fases distintas em As Intermitências da Morte que o estupefato leitor precisa observar e entender para melhor desfrutar desta incrível jornada da informação pelos caminhos da mais pura e emocionada ficção. A primeira fase, de apresentação e construção da história, move-se, aos sorrisos, entre considerações e revelações absolutamente incomuns de personagens e argumentos, sem protagonistas. Vai-se conhecer muito da realidade e ainda mais da imaginação. Na arena, seria um longo bailado de introdução, na música uma overture interminável e na literatura os movimentos preliminares de uma narrativa apoteótica.
A segunda e última fase, que obedece ao estilo clássico da criação literária, com o embate entre dois protagonistas em torno de uma idéia original, desvenda, desnuda, revela, anuncia o que antes ninguém jamais viu, ouviu, disse, cantou, dançou, pintou, moldou, escreveu ou viveu. A intensidade da narrativa só tem similar no volume sinfônico crescente do acorde final de cordas e metais e na imobilidade mortal do toureiro, na espada pairada no ar, no instante mágico que antecede o fim, qualquer fim, seja na arte ou no amor.
O espaço acabou. Faltou falar da Espanha, de Cervantes, da França, de Flaubert. Faltou explicar o El do Portugês do título, mas acho que todos entenderam. Leiam Saramago. Agora. Ah, o “diz-se, di-lo” genial aí de cima não é meu, claro, é dele. Como também é dele a frase que gostaria de ter a poscritar meu próximo romance, “alguém escreveu que cada um de nós por enquanto é a vida”. Só por enquanto.
O senhor José Saramago, português de nascimento, talvez ninguém tão português quanto ele, com sua óbvia constatação de que as aparências enganam porque são apenas aparências e de que nada no mundo faz sentido, nada, não adestra touros nem usa fantasias afogueadas nem chapeuzinhos nem espadas e nem dança em picadeiros à procura da consagração, mas é, mesmo sem sê-lo, o maior de todos os toureiros da atualidade.
O romance As Intermitências da Morte, quase dois anos após seu lançamento, ainda é, neste momento, o maior espetáculo da terra. Não há outro capaz de provocar tamanho deslumbramento. O único espetáculo a relatar, entre tantos concertos operísticos, performances luminosas, obras vanguardistas e touradas sanguinárias, sem a pretensão do conhecimento científico ou imaginário, o suposto encontro do homem com o maior enigma da humanidade. O livro representa uma nova coreografia da criatividade diante do mistério da própria criação. Talvez seja uma espécie de esboço da reinvenção da literatura.
Há duas fases distintas em As Intermitências da Morte que o estupefato leitor precisa observar e entender para melhor desfrutar desta incrível jornada da informação pelos caminhos da mais pura e emocionada ficção. A primeira fase, de apresentação e construção da história, move-se, aos sorrisos, entre considerações e revelações absolutamente incomuns de personagens e argumentos, sem protagonistas. Vai-se conhecer muito da realidade e ainda mais da imaginação. Na arena, seria um longo bailado de introdução, na música uma overture interminável e na literatura os movimentos preliminares de uma narrativa apoteótica.
A segunda e última fase, que obedece ao estilo clássico da criação literária, com o embate entre dois protagonistas em torno de uma idéia original, desvenda, desnuda, revela, anuncia o que antes ninguém jamais viu, ouviu, disse, cantou, dançou, pintou, moldou, escreveu ou viveu. A intensidade da narrativa só tem similar no volume sinfônico crescente do acorde final de cordas e metais e na imobilidade mortal do toureiro, na espada pairada no ar, no instante mágico que antecede o fim, qualquer fim, seja na arte ou no amor.
O espaço acabou. Faltou falar da Espanha, de Cervantes, da França, de Flaubert. Faltou explicar o El do Portugês do título, mas acho que todos entenderam. Leiam Saramago. Agora. Ah, o “diz-se, di-lo” genial aí de cima não é meu, claro, é dele. Como também é dele a frase que gostaria de ter a poscritar meu próximo romance, “alguém escreveu que cada um de nós por enquanto é a vida”. Só por enquanto.
O bailado aéreo da lucidez
Publico um raciocínio truncado à moda Internet que me ocorreu agora, talvez cole ou não cole, mas tanto faz, vale o exercício. Há um limite para a tolerância humana a determinados níveis de transtornos. Não há metáforas nem analogias ou simbolismos a envolver essa afirmação primata. Quase não há nada nela nem ao redor. Se houver, é só conhecimento. E conhecimento, como se sabe, tem pouco valor como moeda profissional nos tempos modernos.
O raciocínio truncado aborda os urubus e a existência de deus, ou pelo menos na valorização das leis que regem a natureza. Os urubus desfrutam do mais doce dos desejos humanos, voar entre as nuvens, banhar-se nos vapores gelados de antes da chuva, como aqueles que reparei a pouco, a 300, 400 metros de altura, cruzando entre as nuvens cinzas esparsas sob as grandes formações brancas, riscando o caminho sob o azul escuro do céu, se refrescando na fonte da transmutação pura da matéria e depois bailando parabólicas inexatas num planar sem outro rumo que não seja só seguir as doidices do vento. Os urubus dançam no céu o desenho dos sonhos. Mas antes ou depois disso, não importam, eles escavam cadáveres, arrebentam com os próprios bicos a carne podre de qualquer bicho morto. Eles saciam instintos no pior dos pesadelos humanos, a imundície animal. Enfiam o bico, rasgam, arrancam, engolem e se deliciam na mais absoluta e possível repugnância. Das duas uma, ou o vôo entre as nuvens é a recompensa por comer carniça ou comer carniça é a penitência para poder voar entre as nuvens. De uma maneira ou de outra, este raciocínio é truncado, já se viu no início, afinal o urubu tem a chave do equilíbrio da existência natural sobre a terra.
Com disse na abertura, não há nada ao redor disso. Estou preocupado apenas com os limites dos transtornos. Um homem precisa saber quando não há mais viola nem saco, só resta um predicado esvoaçante. Mas isso é tema para literatura. E não será por coisas triviais como dúvidas e certezas que iremos engolir governos populistas, demagogos e ignorantes.
O raciocínio truncado aborda os urubus e a existência de deus, ou pelo menos na valorização das leis que regem a natureza. Os urubus desfrutam do mais doce dos desejos humanos, voar entre as nuvens, banhar-se nos vapores gelados de antes da chuva, como aqueles que reparei a pouco, a 300, 400 metros de altura, cruzando entre as nuvens cinzas esparsas sob as grandes formações brancas, riscando o caminho sob o azul escuro do céu, se refrescando na fonte da transmutação pura da matéria e depois bailando parabólicas inexatas num planar sem outro rumo que não seja só seguir as doidices do vento. Os urubus dançam no céu o desenho dos sonhos. Mas antes ou depois disso, não importam, eles escavam cadáveres, arrebentam com os próprios bicos a carne podre de qualquer bicho morto. Eles saciam instintos no pior dos pesadelos humanos, a imundície animal. Enfiam o bico, rasgam, arrancam, engolem e se deliciam na mais absoluta e possível repugnância. Das duas uma, ou o vôo entre as nuvens é a recompensa por comer carniça ou comer carniça é a penitência para poder voar entre as nuvens. De uma maneira ou de outra, este raciocínio é truncado, já se viu no início, afinal o urubu tem a chave do equilíbrio da existência natural sobre a terra.
Com disse na abertura, não há nada ao redor disso. Estou preocupado apenas com os limites dos transtornos. Um homem precisa saber quando não há mais viola nem saco, só resta um predicado esvoaçante. Mas isso é tema para literatura. E não será por coisas triviais como dúvidas e certezas que iremos engolir governos populistas, demagogos e ignorantes.
Justiça no Ano Novo
Estou pensando em recolher assinaturas de apoio a alguns projetos que imagino interessantes e necessários para este novo ano. São coisas simples, podem até parecer bobagens, mas me parecem fundamentais ao bem-estar comum. Submeto-os, pois.
-incentivar a criação de um jornal eletrônico que respeite os leitores.
-processar o Ministério da Saúde pelas fotos publicadas nas carteiras de cigarro.
-processar a Igreja Católica por auferir ganhos materiais com lendas e mitos.
-sugerir eleições diretas para convocação dos jogadores da Seleção brasileira.
-incentivar movimento nacional para obrigar as tevês a pagar por audiência.
-sugerir concurso público para vereador, deputado, prefeito, governador e, principalmente,
Presidente da República.
-sugerir obrigatoriedade do curso ginasial para marqueteiros.
-sugerir projeto-de-lei para libertação imediata dos ladrões de galinha.
-sugerir regulamentação de aparições públicas de supostas celebridades.
-sugerir lei proibindo a Imprensa de chamar o cantor e compositor Chico Buarque de
romancista.
-sugerir lei proibindo partidos pólíticos a falar em nome do povo.
-sugerir lei que obrigue o Governo a distribuir todo dia uma xícara de café com leite, um pão
com ovo frito, uma nota de dez reais e um livro a cada morador deste nosso torrão natal que quiser ou necessitar de tal oferenda.
-incentivar a criação de um jornal eletrônico que respeite os leitores.
-processar o Ministério da Saúde pelas fotos publicadas nas carteiras de cigarro.
-processar a Igreja Católica por auferir ganhos materiais com lendas e mitos.
-sugerir eleições diretas para convocação dos jogadores da Seleção brasileira.
-incentivar movimento nacional para obrigar as tevês a pagar por audiência.
-sugerir concurso público para vereador, deputado, prefeito, governador e, principalmente,
Presidente da República.
-sugerir obrigatoriedade do curso ginasial para marqueteiros.
-sugerir projeto-de-lei para libertação imediata dos ladrões de galinha.
-sugerir regulamentação de aparições públicas de supostas celebridades.
-sugerir lei proibindo a Imprensa de chamar o cantor e compositor Chico Buarque de
romancista.
-sugerir lei proibindo partidos pólíticos a falar em nome do povo.
-sugerir lei que obrigue o Governo a distribuir todo dia uma xícara de café com leite, um pão
com ovo frito, uma nota de dez reais e um livro a cada morador deste nosso torrão natal que quiser ou necessitar de tal oferenda.
Assinar:
Comentários (Atom)